Papo na Panela, o documentário

Conheça o documentário coescrito por Bernardo Lopes

26 de abril de 2026
Post por: bernardolopes

Papo na Panela, o documentário

Além do filme Debutante, baseado em seu livro, Bernardo Lopes também assina o roteiro do curta-metragem documental Papo na Panela, projeto da produtora ACASA Filmes profundamente enraizado na memória e na cultura de Sabará.

 

Idealizado e dirigido por Luccas Màia, com direção de fotografia de Jonathan Fidelis e direção de produção de Diddìo Gonçalves, o filme se constrói a partir das histórias de mulheres da cidade mineira, especialmente mulheres negras, que compartilham lembranças, afetos e experiências ligadas à vida cotidiana, à família e à culinária. Para além do registro gastronômico, o documentário revela o ato de cozinhar como espaço de encontro, escuta e transmissão de saberes — um território onde memória e identidade se entrelaçam de forma viva.

Ao longo do filme, vozes como as de Milsane, Márcia e Maria Estela — figuras icônicas de Sabará — conduzem o espectador por narrativas que atravessam gerações, compondo um mosaico sensível sobre pertencimento, resistência e afeto. Outras mulheres também se somam a esse tecido coletivo, ampliando a dimensão do projeto e reforçando a ideia de uma memória compartilhada, construída em comunidade.

Gravado integralmente na cidade histórica, o curta percorre cozinhas, ruas e espaços simbólicos de Sabará, aproximando o espectador dos gestos, dos rostos, das palavras e das histórias que sustentam o cotidiano dessas mulheres. O resultado é um filme que valoriza a oralidade e transforma experiências individuais em patrimônio coletivo.

O lançamento aconteceu no dia 25 de julho de 2025, no Cine Bandeirante, com sessões gratuitas e grande presença do público. O projeto seguiu ainda com exibições no Teatro Municipal de Sabará, acompanhadas de rodas de conversa e ações formativas, ampliando seu impacto cultural e social na cidade.

Há ainda uma reportagem da Folha de Sabará sobre o filme, que pode ser acessada clicando aqui.

No roteiro, escrito em parceria com o diretor Luccas Màia, Bernardo Lopes contribui para dar forma a essa escuta coletiva, organizando narrativas que partem do íntimo para alcançar o universal — reafirmando, também no audiovisual, seu interesse por histórias atravessadas pelo tempo, pela memória e pelas escolhas que nos constituem.

Ficha técnica:

Título: Papo na Panela
Formato: Curta-metragem documental
Ano: 2025
País: Brasil
Idioma: Português

Criação e direção

Direção: Luccas Màia
Roteiro e pesquisa: Bernardo Lopes e Luccas Màia
Produção: Diddìo Gonçalves
Direção de produção: Diddìo Gonçalves

Fotografia

Direção de fotografia: Jonathan Fidelis
Câmera: Jonathan Fidelis e Priscila Cemis
Fotografia still: Priscila Cemis

Equipe técnica

Assistência de direção: Diddìo Gonçalves
Produção audiovisual: Luccas Màia

Pós-produção

Edição, montagem e colorismo: Guto Michel
Assistente de edição: Felipe Cesário

Som e música

Trilha sonora: Nath Rodrigues, Yasmin Umbelino e Anna Cris

Comunicação

Coordenação de comunicação: Lorena Oliveira
Social media: Lorena Oliveira e Luiz Teixeira
Designer: Luiz Teixeira

Eventos e acessibilidade

Produção de eventos: Lorena Oliveira
Assistente de produção de eventos: Juninho dos Santos
Intérprete em Libras: Blackluga

Outros créditos

Legendista: Guto Michel
Assessoria contábil: Rayssa Roriz Contabilidade
Assessoria jurídica: Vanessa Xavier

Bernardo Lopes

BERNARDO EVANGELISTA LOPES nasceu em Sabará, Minas Gerais, em 1988. Formado em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é escritor e professor de Língua Inglesa. Seus livros "O que disse o Imperador" (2016), "Dona" (2018) e "Debutante" (2021) foram publicados pela Metanoia Editora, do Rio de Janeiro. "Dona" foi traduzido para o inglês e publicado nos Estados Unidos, assim como seu ensaio crítico-literário "O Narrador Injustiçado" ("The Underrated Narrator"); ambos são vendidos em mais de 20 países pela Amazon. Bernardo é o Presidente da Academia de Ciências e Letras de Sabará, onde ocupa a cadeira de nº 17, que homenageia o conterrâneo Júlio Ribeiro.